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É muito comum que muitos pais ouçam a seguinte advertência: “Não pegue muito a criança no colo porque pode ficar mal acostumada!”. Mas verdade é que que os pais não conseguem resistir à fragilidade do bebê e à necessidade da criança de cuidado, de carinho, de atenção.
O ser humano é o animal mais dependente que existe. Animais irracionais como o cavalo, quando nasce, já andam, assim como o pintinho quando sai do ovo já está apto a ciscar. Mas o bebê humano, não, o bebê humano precisa de cuidado, se sente dependente, se sente sozinho etc.
De acordo com estudos científicos, o bebê acredita que pertence ao corpo da mãe até os seis meses de vida e depois disso, começa a compreender que ele e a mãe são pessoas distintas, mas essa percepção pode causar no bebê um fenômeno que costuma ser conhecido como “ansiedade da separação” em que pode acreditar que quando a mãe não está mais no mesmo ambiente que ele, deixou de existir. Essa fase de percepção pode levar o bebê ao choro, à sensação de estar perdido.
Por isso o ideal é dar muito carinho ao bebê, acariciar, pegar muito no colo, conversar etc. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, esse ato de pegar a criança no colo não torna a criança mais “manhosa” ou mal acostumada, mas torna a criança mais segura, mais certa do amor da mãe, da presença da mãe e isso vale para o pai também.
A visão do bebê no primeiro mês de vida é quase míope, geralmente a partir dos 3 meses de vida ocorre um considerável amadurecimento da retina e a criança já consegue focar objetos e pessoas. Estudo científico comprovou que quanto mais contato visual o bebê tiver com a mãe e vice-versa, será o rosto preferido dele. Por isso vale trocar olhares com o bebê, e pelo olhar a criança já pode inclusive, se sentir acolhida.
Por isso, vale pegar muito no colo, ninar, amamentar o bebê e não restringir carinho de maneira nenhuma. Há pessoas que afirmam que pegar a criança muito no colo pode torná-la mais dependente, mas os bebês dependem, eles realmente precisam , aliás quem neste mundo não depende de algo ou de alguém? Dependemos de oxigênio, por exemplo, para existir.
Dê amor ao bebê, dê colo sem medo!